terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Curso de ARM Cortex ministrado na UNICAMP (FEEC)

Aulas de Cortex M4, faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp, preparadas pela professora Wu Shin Ting e pelo professor Antonio Quevedo.
A disciplina foi ministrada na FEEC no segundo semestre de 2014 e foi baseada nos microcontroladores ARM Cortex fabricados pela FreeScale (Kinectis).
O compilador utilizado por eles foi o CodeWarrior.
O código da disciplina é EA871 e o material está disponivel aqui:

Disciplina EA871 -Link da Unicamp

Só estão disponiveis os materiais referentes às aulas n. 5,6,8,9,10,11,12 e 13

As demais aulas não foram disponibilizadas.

Deixei aqui todo o material disponivel:

LINK DO MATERIAL DO CURSO

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Sintonizador FM em kit - vendido pela JME

Em meados dos anos 80, a Revista Saber Eletrônica, da qual eu fui um colaborador com alguns artigos, publicou um projeto de um ótimo sintonizador de FM, de circuito super-heteródino, cuja foto da placa montada eu mostro abaixo:

Este kit era comercializado por uma empresa chamada JME Comércio e Indústria Eletrônica LTDA., cuja sede ficava na Rua Timbiras, região do Bairro de Santa Ifigênia, no Centro comercial de São Paulo.
Eu tive a sorte de adquirir um desses kits em meados de 1986.
Disponibilizo assim o Manual de Instruções e Montagem do Kit Sintonizador FM da JME, com exclusividade, pela primeira vez na internet brasileira:
LINK PARA O MANUAL DESTE KIT

O artigo foi publicado diversas vezes na revista Saber Eletrônica, com algumas variações, mas o Manual do Kit eu nunca encontrei na internet, então eu o estou disponibilizando no link acima.

Aqui um video do Youtube mostrando este receptor em funcionamento:
Video do Sintonizador no YouTube

O colega radioamador e técnico em eletrônica Luciano Sturaro também montou o mesmo circuito, e fez alterações interessantes. Aqui um vídeo do Projeto do Luciano:https://www.youtube.com/watch?v=FTChIohkvg8
E aqui o link do Projeto completo no site do Luciano: http://www.py2bbs.qsl.br/explorador_vhf.php




Fonte para Video-Game Profissional (ARCADE) marca KZV

Em meados dos anos 80 (mais precisamente por volta de 1989) eu era técnico em Eletrônica e fui contratado para dar assistência técnica em um Fliperama (para quem não sabe o que é isso, eram as lojas que mantinham os video-games profissionais, os chamados "Arcades" e os jogos eletrônicos do tipo "Pinball") aqui na minha cidade.
As máquinas Arcade usavam, naquela época, fontes de alimentação do tipo linear (as fontes chaveadas, tão pequenas e tão baratas, produzidas na China, que estão hoje em dia dentro do gabinete de todos os computadores PC do tipo desktop praticamente não existiam, eram raras).
Uma fonte de alimentação muito popular naquela época era a da marca KZV.
Era uma fonte fabricada aqui mesmo, no interior de São Paulo, estabilizada, com um enorme transformador (e muito pesado também) capaz de fornecer as seguintes tensões: 5 volts DC com corrente de 5 amperes, 12 volts DC com corrente de 0,9A, -5V com corrente máxima de 0,4A e -12V DC com corrente de 0,7A.
Deixe aqui o manual de uma destas fontes:
LINK PARA O MANUAL DA FONTE KZV
Aqui o esquema elétrico da fonte KZV modelo 15S.

Notem o uso de um circuito integrado regulador de tensão do tipo LM 723 e dois transístores do tipo 2N3055, que ocupavam um bom dissipador de calor.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Gerando onda Senoidal com Microcontrolador PIC

Minha versão para o Firmware do RomanBlack

Escrevi minha propria versão para o Firmware Gerador de onda Senoidal (na verdade, qualquer forma de onda...) a partir de um artigo do site do RomanBlack

Esse é o artigo original:

http://www.romanblack.com/onesec/Sine1kHz.htm

Segue minha versão em anexo para quem interessar:



O Hardware é um pouco diferente, ao invés de usar um PIC16F628, eu usei um PIC12F683  com oscilador interno de 8 MHz ( o original usa um cristal de 20 MHz)

Por conta disso, aumentei o capacitor do integrador para 1uF ao invés de 330 nF (ver figura anexo):

Meu programa (Firmware, escrito no Compilador CCS para PIC12F683 mas adaptavel para qualquer outro modelo de microcontrolador PIC que possua pelo menos um PWM por hardware):

Meu Firmware em C

Experimentei o programa do RomanBlack antes.

O dele foi escrito para Compilador MikroC  (versão 8.xx)

O meu foi escrito para compilador CCS  PCWHD  (versão 4.xx )

Modéstia à parte, eu experimentei os dois, e o meu ficou melhor do que o dele: senoide mais pura, menos ripple e menos harmonicos... alem do tamanho do codigo, depois de compilado, ter ficado menor

sábado, 31 de janeiro de 2015

Apresentação do equipamento para Gravação de Sinais elétricos de Cardiomiócitos

Fotos da Apresentação do equipamento para Gravação de Sinais elétricos de Cardiomiócitos na 12 ERM (Encontro de Registros em Matriz de Multieletrodos) realizado na Universidade Federal de Uberlândia, de 27 a 29 de Janeiro de 2015.
Para quem não sabe, MEA (Multielectrode Array) ou Matriz de Multieletrodos, é um dispositivo de nanotecnologia, semelhante a uma placa de Petri, no centro da qual são cultivadas células que possuem alguma atividade elétrica (como neurônios ou cardiomiócitos) e possue micro-eletrodos internamente, com os quais os neurônios fazem conexões elétricas.
Serve para (entre outras pesquisas) testar a ação de medicamentos sobre as células cultivadas "in vitro" da seguinte maneira: goteja-se alguns microlitros do medicamento em teste sobre a cultura na MEA e verifica-se se existe modificação na atividade elétrica das células. Por exemplo: sobre os cardiomiócitos (células de coração de embriões de ratos Wistar) pode-se gotejar alguns microlitros de amiodarona, e verificar a ação deste remédio sobre estas células.
                                                Eu, durante a Apresentação na 12 ERM
                     Bióloga profa. Dra. Patricia retirando a cultura da estufa
             Cultura de Cardiomiócitos em MEA, conservada dentro da estufa
           Bióloga Dra. Patricia preparando as culturas de cardiomiocitos em MEA
MEA (Matriz de Multieletrodos) montada no soquete, todos os dispositivos foram construidos por nós.
       Equipamento para amplificação e registro de atividade elétrica dos neurônios
                                          Equipamento completo montado na bancada
                                         Eu, durante os trabalhos na 12 ERM.

Material (slides) da minha apresentação na 12 ERM, clique aqui:   Slides da Apresentação

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Um receptor de FM/VHF realmente diferente

Pesquisando na internet, me deparei com o seguinte site:

Receptor FM/VHF superheterodino

e encontrei um projeto de um receptor de FM/VHF (para quem não sabe, a faixa de VHF - Very High Frequency - é amplamente usada em rádios de aviões, polícia e barcos) que o autor diz ser do tipo super-heteródino, mas cujo circuito é no mínimo muito "bizarro". Muito diferente de tudo que eu já vi em termos de esquemas de rádio-receptores.  Vamos ao circuito, cujo desenho foi feito originalmente à mão pelo autor do referido site:
                         Receptor de FM/VHF com circuito "diferente".

Sim, o circuito é relativamente complexo e eu (ainda) não o montei para experimentar. Mas confesso que me deixou muito curioso. Logo na entrada de antena, temos um pré-amplificador de RF usando dois transistores de efeito de campo numa configuração nada usual: aparentemente, o autor usou 2  FETs  (TR1 e TR2) em "cascode".
Pré-Amplificador de RF - estágio de antena, usando dois transístores FET

O oscilador local é composto pelo transistor TR4, um modelo BF244. Temos a seguir um transistor "mixer" (TR3) cuja função é misturar o sinal dos transistores de antena com o sinal produzido pelo oscilador local e produzir a Frequencia Intermediária. Este transístor "mixer" (misturador) é um mos-fet de porta dupla, não tão fácil de se achar no Brasil hoje em dia.
 Aqui já temos uma grande diferença com relação aos receptores convencionais:  a frequencia intermediária (F.I)  aqui é em torno de 150 kHz, ao contrário dos receptores de FM comerciais e convencionais, cuja F.I. é sintonizada em 10,7 MHz.
O abaixamento da F.I. para 150 kHz permite um estágio muito simples de amplificação, sem nenhuma bobina, usando-se apenas filtros RC entre os transístores. Sem bobinas de F.I. para enrolar e ajustar, não precisa !
Finalmente, o demodulador também é nada convencional: os diodos D1 e D2 formam o que o autor do projeto chamou de "Pulse Counting FM detector".
Os dois diodos formam um demodulador de FM também nada convencional.
A idéia parece ser semelhante a do "diode charge-pump AM-FM Demodulators", como indicado pelo colega Luciano Sturaro, PY2BBS, que foi quem me indicou a seguinte literatura a respeito deste tipo de demodulador:
Diode Charge Pump Demodulators
A figura abaixo, também extraída do mesmo site, mostra o diagrama de blocos do citado receptor, também retirado do referido site:
Parece que só mesmo o amplificador de audio é convencional neste Projeto: o autor recomenda um conhecido circuito integrado LM386. Sem novidades.
Enfim, o circuito é muito interessante por propor uma idéia diferente e por suas configurações totalmente não usuais. Vale a pena experimentar, o que eu pretendo fazer quando tiver tempo. E postarei aqui os resultados.
Agora, a bizarrice do autor inglês não pára por ai: existe uma outra versão deste receptor que implementa... dupla conversão ! Para quem não sabe, "dupla conversão" é uma técnica usada para melhorar o desempenho dos receptores super-heteródinos, onde se faz dois canais de F.I. com frequencias intermediárias diferentes entre si. Em receptores convencionais, utiliza-se canas de F.I. de 10,7 MHz e de 455 kHz. Link para o projeto de Receptor de FM de dupla conversão:
Receptor de FM de dupla conversão
Aqui mostro o diagrama de blocos do receptor de FM de dupla conversão:
Receptor de FM "diferente" com dupla conversão

A primeira Frequencia Intermediária é convencional em 10.7 MHz e a seguir existe um segundo canal de F.I. funcionando em 150 KHz, como no projeto anterior.
Enfim, os projetos são muito interessantes e eu recomendo uma leitura atenta em todo o site, principalmente se você gosta de radio-receptores. O e-mail para entrar em contato com o autor dos projetos e do site é:  philip@philsvalveradiosite.co.uk  e ele mora na Inglaterra.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Transmissor PX-FM - Janeiro de 1989

Outro pequeno projeto de minha autoria, foi publicado na Revista Saber Eletrônica n. 194, de Janeiro de 1989. Trata-se de um transmissor capaz de transmitir em FM comercial (88 a 108MHz) e também na Faixa do Cidadão (PX, cuja frequnencia gira em torno de 27MHz).
A capa da Revista n. 194 é a seguinte:
   Capa da Revista Saber Eletrônica n. 194, de Janeiro de 1989

O circuito partia de uma idéia muito simples: usar um unico cristal de 26.965 MHz  (canal 1 da Faixa do cidadão - PX) e através de uma chave multipolar, comutar o circuito para transformá-lo também em um trnamissor de FM comercial, sintonizando no 4 harmônico,  pois  4 x  26.965 = 107,86 MHz. Ou seja, no começo da faixa de PX ( canaleta 1) ou então lá no finalzinho do dial do rádio FM.
Na verdade, este projeto nasceu meio que "por acaso": o oscilador de RF é o mesmo que eu já havia desenvolvido e publicado lá em 1987 na mesma revista (Titulo: Transmissor de FM com cristal e Varicap), só que eu resolvi montar outro transmissor usando agora um cristal de 26.965MHz que eu tinha disponível em minha sucata, ao invés de usar o cristal do artigo original (de 49860 MHz). Foi quando eu percebi que era possivel transmitir simulataneamente em FM comercial e na Faixa PX.
Só havia um problema: na faixa do cidadão, a modulação precisava ser em Amplitude (AM) e na faixa de FM, a modulação deveria ser em frequencia. Então, escolhi o Varicap quando queria transmitir em FM e uma modulação em coletor do transistor 2N3866 quando desejava transmitir em AM.
O esquema do circuito é mostrado abaixo:
Esquema eletrônico do transmissor PX-FM da revista Saber n.194

A modulação no caso do AM chegava através do ponto 2 no esquema acima, e a modulação em FM através do ponto 1. Em AM, a potencia para atingir 100% de modulação era bem maior.
Este transmissor era muito legal e recebi muitas cartas de leitores dizendo ter montado o mesmo com sucesso naquela época.
A seguir, o artigo completo: